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Gato de loiça

Meu amigo, se chegaste até aqui, os meus parabéns, mas devo já confessar-te que daqui não sairão textos eloquentes, histórias de encantar e palavras bonitas. Se quiseres fica e lê, sê bem vindo.

Gato de loiça

Meu amigo, se chegaste até aqui, os meus parabéns, mas devo já confessar-te que daqui não sairão textos eloquentes, histórias de encantar e palavras bonitas. Se quiseres fica e lê, sê bem vindo.

Ter | 20.03.18

Trânsito e vida

gatodeloiça

Podemos comparar coisas que nos acontecem, relacionando-as no dia a dia e tirar lições das mesmas. Faço com alguma frequência isso.

Muitas vezes relaciono coisas e objetos, e as suas qualidades ou defeitos, transpondo-as para nós, para a nossa vida. 

Lembrei-me do trânsito que afeta a qualquer um que ande na estrada e de preferência encartado.

Vejo a estrada que percorremos como a vida e nós os condutores que a percorremos.

Se repararmos há situações em que estamos parados, presos no trânsito, e noutras que viajamos livremente sem percalços.

Poderá haver situações que estamos parados por causa dos outros ou fatalmente por nossa causa.

Quando inevitavelmente estamos parados por causa dos outros, temos que andar devagar, não dando para contornar os obstáculos, como por exemplo num acidente, temos que andar na cadência que nos é permitida e não na que gostaríamos. Assim é também na vida, por exemplo por vezes há situações ou pessoas que nos atrasam o percurso, e não valerá a pena andarmos a correr, nem a stressar pois as coisas não vão mudar por isso. Sabemos que mais cedo ou mais tarde a situação se resolverá, e nós acabaremos por voltar ao nosso percurso.

Há outras, em que a má vontade dos condutores prevalece, ou seja, estamos todos no mesmo embrólio, ou seja parados no trânsito, mas por má vontade dos outros, não nos deixam entrar na faixa do lado, e até às vezes, estando nós a fazer pisca a algum tempo e surgir espaço, há um que vem lá detrás a correr para ficar à nossa frente, impedindo-nos de entrar. Há de tudo. Costumo dizer que é "má vontade do povo chinês", como dizia num sketch dos Gatos Fedorentos. O mais interessante disto tudo, é que não vale a pena tentarem-nos barrar a entrada, pois o nosso caminho é mesmo esse, entrar, e mais cedo ou mais tarde entramos, posicionando-nos alguns lugares atrás do que o condutor que nos impediu anteriormente. Mas o mais interessante, é que o nosso lugar não é esse, não é ficar atrás de quem nos impediu sequer de entrar, então como que numa ponta de sorte, conseguimos mudar para a faixa mais à direita, e o caminho encontrando-se parcialmente livre, ou quase totalmente, ultrapassamos em muito o que nos impediu o acesso ao percurso, deixando-se mesmo de o ver. E assim também pode ocorrer na nossa vida, todos temos um propósito e mais cedo ou mais tarde, mesmo que nos tentem impedir, nós vamos cumpri-lo, porque faz parte de nós, e não vai haver ninguém que nos impeça.

Ainda há outras situações que somos nós que estamos com pressa, e havendo muito trânsito, impedede-nos de chegar ao nosso destino, e nesse mesmo caminho podemos encontrar um camião parado no meio da estrada, e logo depois de o ultrapassarmos, verifica-se que logo mais à frente algo que me volta a impedir de conduzir novamente. Portanto, dois empecilhos. Superado o primeiro, regressa um segundo: um sinal vermelho. Azar dos azares, é que para ultrapassar o tal camião, mudei o meu caminho original, barrando-me o percurso, atrasando-me.

Na faixa onde devia ir, estava verde, e na que estava estava vermelho. Todos passaram, inclusive com o camião, ficando eu ali parada na faixa errada, não havendo ninguém que me deixasse passar. Quando finalmente passaram todos, consegui partir novamente para o meu caminho, sabendo que por vezes temos que esperar, ou ultrapassar obstáculos que nos atrasam mais, mas que depois recuperamos a viagem novamente, o tempo perdido e que mesmo naquela altura não vendo margem de manobra, existe um caminho para nós lá mais à frente.

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