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Gato de loiça

Meu amigo, se chegaste até aqui, os meus parabéns, mas devo já confessar-te que daqui não sairão textos eloquentes, histórias de encantar e palavras bonitas. Se quiseres fica e lê, sê bem vindo.

Gato de loiça

Meu amigo, se chegaste até aqui, os meus parabéns, mas devo já confessar-te que daqui não sairão textos eloquentes, histórias de encantar e palavras bonitas. Se quiseres fica e lê, sê bem vindo.

Não te acomodes II

Novembro 09, 2018

gatodeloiça

Entre a aceitação da vida, que é o que é, e às vezes pouco se pode mudar, sou muito a favor da margem que nos sobra, para o que se pode.

Acho que há sempre qualquer coisa que se pode fazer.

Sou sempre a favor da mudança. Se for refletida, melhor.

E vocês, que voltas já deram à vossa vida, daquelas mudanças que ninguém estava à espera?

Às vezes, nem vocês?

Que mudanças transformaram a vossa vida?

Qualquer dia...

Maio 01, 2018

gatodeloiça

calha-me a vez de cair no marasmo e de não ter nada para escrever. Ou de ter assunto e não ter tempo, ou ter tempo e não ter assunto. Ou de nem apetecer escrever.

Já muito se falou do que se pode fazer, mas uma coisa é certa: se não vivermos não há nada para contar.

Às vezes bastam pequenas coisas que para nós são importantes e que podem dar dar um pontapé de partida ao texto.

Mas a vida é que dita, pois ela surge primeiro lugar do que a escrita, ela , a escrita é apenas a "acompanhante " da vida, se quisermos que faça parte da nossa vida ou não. É como tudo, nós é que escolhemos.

Se quisermos continuar a viver, é estar atento à vida! Se quisermos continuar a escrever é querer partilhar, de que forma for, ou ler ou escrever.

 

O sentido do fim

Abril 17, 2018

gatodeloiça

A verdade é que caminhamos para o mesmo sítio, queiramos quer não.

Li algures que o sentido da vida é a morte. Na altura não percebi, mas rapidamente lhe dei contexto .

O que é facto é que neste espaço e tempo que a vida nos concede, mais tarde ou mais cedo, lá nos encontraremos todos , em frente à morte.

Sei que este tema não é muito agradável, pois ninguém se lembra da morte ou tentamos não nos lembrar dela.

Eu acho que a morte tem dois sentidos: sentidos diferentes para quem morre e quem fica, e para quem parte de vez.

Na minha perspetiva, para quem morre e para quem cá fica, principalmente se nos deixa saudades, muitas vezes só reconhecemos o valor verdadeiro dessa pessoa após a sua ausência, muitas vezes em vida, não lhe damos o devido valor, pois pensamos que é para sempre e tão acostumados estamos na vida corriqueira de sempre e na pessoa ao seu lado, que às tantas nem damos por ela.

Mas quando ela parte, aí damos pela sua ausência, através da presença de outrora.

Quanto à pessoa em si que parte, penso que a morte tem um significado subliminar quando estamos vivos; que será " Um dia, vou-te encontrar, estarás preparado? Fizeste tudo o que querias? Aproveita, pois a vida não será para sempre! Valeu a pena a tua vida, pelo que lutaste?"

E um dia lá teremos que olhar cara a cara, sem mais mas, nem meios mas, que ela leva-nos na certa.

Eu acho que o significado será mais ou menos este; por isso não é mau lembrarmo-nos dela de vez enquando, será que estamos a fazer tudo o que pudermos para sermos felizes e aos outros que estão ao nosso lado?

 

beijinhos e boas leituras

A mania de termos sempre razão

Abril 16, 2018

gatodeloiça

Perdi esta mania há algum tempo, não sei precisar bem quanto mas algum.

Percebi que não vale a pena entrar em guerras, ou seja comprar guerras como costumo dizer. Para quê?

Nada. Prefiro mil vezes a minha paz de espírito do que andar a tentar valer um ponto de vista.

Cada um tem o seu, devido às escolhas e experiências que fez ou faz, devido à história que foi construindo na sua vida, independentemente se está certa ou errada. 

Gosto pessoalmente de ouvir opiniões dos outros, porém, a minha, que guardo comigo, a minha verdade, apenas a mim devo dar contas.

A dos outros são as suas histórias que contam para si e para os outros, verdades ou meias verdades. Mas que me importa a mim, senão apenas a minha história e a minha vida?

Cada um tem o seu percurso, e de uma maneira ou de outra lá chegaremos ao fim.

O que é que aprendi com isto?

Março 26, 2018

gatodeloiça

Sempre que a vida nos apresenta ou apronta de vez enquando, penso sempre, o que é que aprendi com isto?

E leva-me com essa sabedoria adquirida para outros cenários, cenários que a vida nos vai apresentando, algo maior que os nossos desejos e expectativas.

A evolução contudo,  é sempre  maior que os obstáculos, algo maior , pois as situações vão-se arrumando devagarinho, vão-se colocando no sítio certo.

E o cenário que vai-se sempre alterando, converge sempre para algo.

Trânsito e vida

Março 20, 2018

gatodeloiça

Podemos comparar coisas que nos acontecem, relacionando-as no dia a dia e tirar lições das mesmas. Faço com alguma frequência isso.

Muitas vezes relaciono coisas e objetos, e as suas qualidades ou defeitos, transpondo-as para nós, para a nossa vida. 

Lembrei-me do trânsito que afeta a qualquer um que ande na estrada e de preferência encartado.

Vejo a estrada que percorremos como a vida e nós os condutores que a percorremos.

Se repararmos há situações em que estamos parados, presos no trânsito, e noutras que viajamos livremente sem percalços.

Poderá haver situações que estamos parados por causa dos outros ou fatalmente por nossa causa.

Quando inevitavelmente estamos parados por causa dos outros, temos que andar devagar, não dando para contornar os obstáculos, como por exemplo num acidente, temos que andar na cadência que nos é permitida e não na que gostaríamos. Assim é também na vida, por exemplo por vezes há situações ou pessoas que nos atrasam o percurso, e não valerá a pena andarmos a correr, nem a stressar pois as coisas não vão mudar por isso. Sabemos que mais cedo ou mais tarde a situação se resolverá, e nós acabaremos por voltar ao nosso percurso.

Há outras, em que a má vontade dos condutores prevalece, ou seja, estamos todos no mesmo embrólio, ou seja parados no trânsito, mas por má vontade dos outros, não nos deixam entrar na faixa do lado, e até às vezes, estando nós a fazer pisca a algum tempo e surgir espaço, há um que vem lá detrás a correr para ficar à nossa frente, impedindo-nos de entrar. Há de tudo. Costumo dizer que é "má vontade do povo chinês", como dizia num sketch dos Gatos Fedorentos. O mais interessante disto tudo, é que não vale a pena tentarem-nos barrar a entrada, pois o nosso caminho é mesmo esse, entrar, e mais cedo ou mais tarde entramos, posicionando-nos alguns lugares atrás do que o condutor que nos impediu anteriormente. Mas o mais interessante, é que o nosso lugar não é esse, não é ficar atrás de quem nos impediu sequer de entrar, então como que numa ponta de sorte, conseguimos mudar para a faixa mais à direita, e o caminho encontrando-se parcialmente livre, ou quase totalmente, ultrapassamos em muito o que nos impediu o acesso ao percurso, deixando-se mesmo de o ver. E assim também pode ocorrer na nossa vida, todos temos um propósito e mais cedo ou mais tarde, mesmo que nos tentem impedir, nós vamos cumpri-lo, porque faz parte de nós, e não vai haver ninguém que nos impeça.

Ainda há outras situações que somos nós que estamos com pressa, e havendo muito trânsito, impedede-nos de chegar ao nosso destino, e nesse mesmo caminho podemos encontrar um camião parado no meio da estrada, e logo depois de o ultrapassarmos, verifica-se que logo mais à frente algo que me volta a impedir de conduzir novamente. Portanto, dois empecilhos. Superado o primeiro, regressa um segundo: um sinal vermelho. Azar dos azares, é que para ultrapassar o tal camião, mudei o meu caminho original, barrando-me o percurso, atrasando-me.

Na faixa onde devia ir, estava verde, e na que estava estava vermelho. Todos passaram, inclusive com o camião, ficando eu ali parada na faixa errada, não havendo ninguém que me deixasse passar. Quando finalmente passaram todos, consegui partir novamente para o meu caminho, sabendo que por vezes temos que esperar, ou ultrapassar obstáculos que nos atrasam mais, mas que depois recuperamos a viagem novamente, o tempo perdido e que mesmo naquela altura não vendo margem de manobra, existe um caminho para nós lá mais à frente.

O adeus

Março 17, 2018

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é a única coisa que é sempre para sempre.

É daquelas coisas que não há volta a dar, mesmo que queiremos que a realidade fosse outra.

Não é, é aquela e nada mais.

Se ainda andámos por caminhos transitórios que nada revelavam no seu presente, então é porque esse presente é sinónimo de futuro e não de apanágio de dias diferentes.

Foram das ações passadas nossas e dos outros que nos conduziram aonde estamos nesse mesmo caminho, nesse ponto onde nos encontramos agora.

Se voltámos atrás milhentas vezes percorrendo os mesmos percursos , é porque as lições que nos trouxeram até ao ponto onde nos encontramos não foram bem aprendidas, consolidadas. Mas a vida ou a experiência acaba por nos mostrar a realidade, o panorama, a paisagem que não muda e é sempre a mesma.

Se queremos mudar de paisagem, e não estagnar, mais vale que seja apenas com os nossos sonhos, mesmo que alguns fiquem pelo caminho ou os reservemos para ocasiões que se possam concretizar. Ficam guardados numa gaveta; se voltar a abrir que seja por algo verdadeiro e único, genuíno e concretizável e não apenas sonho de um.

Mudar de rumo não é mau, é bom, é como se estivessemos na faixa errada mas não víssemos o quanto nos estagna e não nos deixa avançar.

E avançar é o nosso propósito é o nosso caminho. É engraçado que à medida que avançamos na vida, vamos levando menos bagagem desnecessária, essa acaba por ficar para trás, pois não nos permite avançar e seguir o nosso caminho.

Que a vida nos surpreenda, ou se assim não for é porque não teria que ser. Porém há sempre outros sonhos na gaveta que podemos concretizar, que estão mais ao nosso alcance e esses poderão tornar-nos mais felizes.

 

A pressa de viver

Março 14, 2018

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Há quem tenha pressa de viver e concretizar os seus sonhos para ontem. Enquanto estão no compasso de espera, sentem-se relutantes com a vida, parece que a vida lhes foge, ou está do contra, e o mítico ser feliz para sempre morre, como se não fosse concretizado hoje e agora. Coisas importantes como arranjar uma nova casa, carro, novo emprego, novo amor, ter um filho, ter umas férias de sonho, etc. Cada um com os seus sonhos.

Não morre, tudo tem o seu tempo, a vida dá muitas voltas e passado algum tempo apresenta-nos novas oportunidades.

Como se diz, o mundo gira e dá muitas voltas.

Antes também pensava assim, tinha pressa em viver e tinha medo que algo me escapasse.

Mas uma coisa percebi, não escapa, as coisas importantes mais cedo ou mais tarde, acontecem.

Outra que percebi há algum tempo, é que nem tudo o que aparece também interessa, e temos sempre a escolha de aceitar ou rejeitar o que for, está nas nossas mãos.

Outra coisa: a pressa é inimiga da perfeição.

Por isso, temos pressa para quê?

Claro que há coisas mais urgentes que outras, como procurar um emprego para quem não tem e precisa de pagar as contas, mas há outras que só a vida dita e ensina e essas são as melhores, pois assim aprendemos mais .

É como se fizéssemos detours antes de chegar lá. E nesses entretantos, fazemos outras coisas, que também são importantes.

Os caminhos

Março 10, 2018

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A vida é engraçada porque vamos dando voltas e mais voltas nos caminhos que se nos colocam à frente, e quando reparamos já estamos muito longe dos caminhos iniciais, estamos mais longe, mas felizes, porque chegámos onde nunca pensámos, e já estamos bem longe.

Às vezes podemos pensar que estagnámos, ou que estamos perante um cruzamento e não sabemos bem por onde ir, e aí fazemos umas pausas, mas depois o nosso instinto ou intuição lá nos indica o nosso melhor caminho, e lá caminhamos seja onde for que vá dar.

E isso é bom, vamos construindo caminhos que nos façam sentir bem, e que gostamos de lá voltar, que andam sempre connosco.

" Quem espera sempre alcança"

Março 05, 2018

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Poderá ser verdade ou não.

Mas uma coisa é certa, nem sempre o que pedimos é o melhor para nós, a vida trata de nos mostrar isso com frequência, contudo, coloca-nos noutros caminhos, mostra-nos sempre outras coisas que não reparámos e que essas podem ser boas ou as melhores para nós.

 

Há um ditado que diz: " Be careful what you wish for because you just might get it all"

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