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Gato de loiça

Meu amigo, se chegaste até aqui, os meus parabéns, mas devo já confessar-te que daqui não sairão textos eloquentes, histórias de encantar e palavras bonitas. Se quiseres fica e lê, sê bem vindo.

Gato de loiça

Meu amigo, se chegaste até aqui, os meus parabéns, mas devo já confessar-te que daqui não sairão textos eloquentes, histórias de encantar e palavras bonitas. Se quiseres fica e lê, sê bem vindo.

Segundo vocês, o que vos falta fazer na vida?

Dezembro 29, 2019

gatodeloiça

Resolvi escrever um post em vez de ser sobre balanços, que são virados mais para o passado, resolvi fazer antes esta pergunta: " O que vos falta fazer para serem felizes?" que é mais virada para o futuro.

Não falo de bens materiais, falo de sonhos.

Sonhos que não impliquem muito dinheiro, vá.

Contem- me tudo

Eu conto o meu: falta- me aprender a tocar um instrumento. Não é que não tivesse tido aulas antes, de vários até, mas depois, desisto sempre a meio. E é uma pena. Por isso, falta- me esse.

Ouvir música só não chega.

 

 

A utilidade dos sonhos

Dezembro 07, 2018

gatodeloiça

Ou de sonhar.

É certo que os sonhos transportam-nos para um imaginário só nosso, muito particular, que nem sempre a realidade alcança, ficando apenas a coagitar no nosso imaginário.

E é certo que temos que ter os pés no chão, não vá imaginarmos uma coisa e depois quando nos deparamos com a realidade que é outra, ficamos muito tristes, dececionados ou desiludidos.

Mas para além desses ses, ou mas, têm uma vertente positiva: a de sonhar, a de transpôr o nosso mundo para outro, para o além de , para além do que é, para além do que os nossos olhos veem.

Para além destas capacidades, têm ainda outras: a de nos dar alento, quando a nossa realidade é mais estreita, ou o presente é estanque.

Conseguem projetar-nos num futuro, que espectável ou não, nos dão alento, ou forças para continuar ou projetar um futuro mais risonho.

Os vencedores

Fevereiro 27, 2018

gatodeloiça

Os vencedores não procuram a realização profissional a todo o custo, não procuram a realização de si mesmo através da acumulação de bens e riqueza, investem antes em si mesmos, ao conhecerem - se,  e aos outros . A maior riqueza está aí. Não se importam muito se os sonhos saíram furados, porque sabem que são apenas sonhos, e também sabem que podem sempre sonhar com outras realidades e que a vida não acaba ali. Sabem que os sonhos não são mais do que castelos no ar ou nuvens de algodão e que podem sempre arranjar outros. E mesmo que a vida lhe prepare partidas, e se vão abaixo de vez enquando, sabem que fizeram o melhor que souberam naquela altura e que a sua consciência está tranquila. Tentam manter sempre o sorriso e a serenidade, mesmo que diminua em algumas circunstâncias. Sabem que a vida é assim mas não se deixam levar por ela.

Sabem também que é nas experiências que recebem que a vida lhes preparou, que constroem o seu eu, mais verdadeiro e profundo, e que mais cedo ou mais tarde terão a sua recompensa. Talvez não será em grandes acontecimentos, mas pequenas realizações no dia a dia. É através das experiências boas e más que consiste o seu maior investimento.

E é isso que se pode levar do melhor da vida. 

 

Vencidos na vida

Fevereiro 21, 2018

gatodeloiça

Às vezes olho para o pátio da escola do meu filho e vejo as crianças alegremente a brincar, a correr, como se não houvesse amanhã. Ainda não têm sonhos propriamente ditos, como nós adultos, muitos deles ainda não foram criados, nem desfeitos a seguir.

Aproveitam o tempo que têm entre o horário escolar das aulas.

Uma vez li que para elas o tempo não existe, ou seja para elas é interminável, ao contrário de nós adultos que parece que o tempo nunca nos sobra para o que queremos, e quando damos por ele, já voou.

Damos conta que envelhecemos , por uma ruga aqui e outra ali, ou com o aparecimento dos cabelos brancos ou mesmo pelos sonhos que entretanto críamos em jovens e que não foram concretizados em adultos.

Para elas, as crianças, o mundo está em aberto, cheio de possibilidades e até de sonhos que ainda não sonharam e que virão um dia a sonhar. Aproveitam apenas o que a vida lhes dá.

Já tive inveja desse sentimento, desse começar de novo e de sonhar outra vez; mas uma coisa é certa, os caminhos levar-me-iam pelos mesmas ruas, becos, atalhos e estradas largas ou mais estreitas.

Sentimos que quando crescemos as oportunidades vão-se escasseando, as ruas vão-se estreitando, e os sonhos que tivemos mais jovens não se concretizaram como foram sonhados.

É como se a vida fosse um puzzle que ninguém nos ensinou onde encontrar as peças ou colocá-las no melhor sítio e mais rapidamente.

Quando chegamos à adulto, metade dos sonhos sairam furados, o que significa que será que sonhámos de mais? ou que nem sempre os sonhos correspondem à realidade e não vale a pena sonhar?

Em ambas as situações, podemos sempre aproveitar o melhor dos sonhos, que é como um refresh ou bálsamo que nos vai revitalizando aqui e ali, nas ruas e cruzamentos da vida.

 

Os sonhos

Janeiro 30, 2018

gatodeloiça

Há tempo para tudo, para cada coisa: há alturas da vida para sonhar, e outras para concretizar.

Se me perguntassem se realizei os meus sonhos, diria que sim, certamente! Sem tirar, nem pôr, como se costuma dizer.

Penso que a vida até me deu mais do que ambicionava, talvez porque em si não sou uma pessoa muito ambiciosa.

Se morresse hoje, diria que concretizei tudo, não ficou nada por fazer ou por dizer.

Diria que tinha tido uma vida satisfeita.

Se os sonhos foram exatamente como os projetei na minha cabeça?

Nenhum. Quando os sonhos se encontraram com a realidade, nenhum deles teve a mágica ou foram perfeitos, mas foram perfeitos ao mesmo tempo. Todos eles à sua maneira.

Vivi, e isso foi o mais importante. Vivi todos eles da maneira que soube e que me foi permitido viver.

Agora não sonho. Já há muito tempo. Talvez tivesse mudado de estratégia em relação à vida porque os que " ambicionava" já os concretizei.

Desde que não sonho, sinto-me a pessoa mais livre que possa imaginar, e do que alguma vez fui.

Deixo que a vida se encarregue de mim, ou seja, em vez de ter um sonho, e esperar que venha ao meu encontro, não, deixo o livro da minha vida aberto a todas as possibilidades que possam existir. E vou realizando "sonhos" que nem sabia que existiam dentro de mim.

E assim, sou feliz. As coisas aparecem, sucedem-se. 

 

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