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Gato de loiça

Meu amigo, se chegaste até aqui, os meus parabéns, mas devo já confessar-te que daqui não sairão textos eloquentes, histórias de encantar e palavras bonitas. Se quiseres fica e lê, sê bem vindo.

Gato de loiça

Meu amigo, se chegaste até aqui, os meus parabéns, mas devo já confessar-te que daqui não sairão textos eloquentes, histórias de encantar e palavras bonitas. Se quiseres fica e lê, sê bem vindo.

O par de sapatos

Março 28, 2018

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Podemos comparar o uso dos sapatos a uma relação: se nos servem e não causam mal estar e nos permitem caminhar livremente estando satisfeitos com o conforto que nos proporcionam.

De que vale a pena tentar a todo o custo andar com um par de sapatos que nos apertam os pés,  que causam bolhas ao fim de algum tempo, mesmo que sejam bonitos? Ou um par que conforme andamos saí do pé, ficando largo?

Mudamos logo de par de sapatos. Trocamo-los. E preferimos automaticamente outro par que nos sirva na perfeição, que se ajuste ao nosso pé e nos deixe andar livremente.

Poderão não ser os sapatos da moda, mas pelo menos acompanham-nos no nosso dia a dia, no nosso caminhar, com conforto e leveza.

Raízes

Março 22, 2018

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Nada poderá crescer a não ser que hajam raízes fortes capazes de sustentação de qualquer coisa.

Vejamos por exemplo uma árvore; apreciamos uma árvore pela robustez dum tronco, pelas folhas que se apresentam na copa, pelas flores e pelos frutos.

Porém, nada poderá durar ou crescer se houver uma base, umas raízes fortes que se entrecruzem e deem força a algo, como uma árvore. Não poderá sequer erguer-se, se não tiver umas raízes fortes, não haverá força para tal, e facilmente com as imtempérides e circunstâncias da vida logo se derrubará.

Esquecemo-nos com frequência que o que a sustém, não se vê, ou mal se vê, e que são as raízes.

Assim podemos equiparar a uma relação, que só cresce, se houverem crescentes raízes que a suportam.

Prazo de validade

Março 13, 2018

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As relações deviam vir todas com prazo de validade visível, marcada como os iogurtes ou embalagens de leite ou pacotes de arroz, e não com a ideia de prazo de validade vitalício. Vitalícios somos apenas nós e nem isso.

Assim saberíamos que ambos deveríamos "tentar" naquele determinado prazo, e que passando o tal prazo, se tivesse valido a pena durante a sua validade, renovaríamos outra vez e sem chatices e mágoas de maior.

Mas não, não vêm, e depois as pessoas dão tudo por garantido, e a relação outrora que fora tão boa, começa aos poucos e poucos a virar outra coisa, o que não era ou que não deveria ser.

E o mais grave, é que pensando pela premissa que é para sempre, as pessoas habituam-se a isso, e ao que entretanto se transformou julgam para sempre.

Esse é um erro.

A relação entre duas pessoas, ou qualquer relação, é algo vivo, que se deve ir construindo diariamente, e não encostar para o lado, pensando que o que foi se mantém igual desde o início de qualquer relação.

Talvez se as pessoas soubessem disso de antemão, teriam mais brio em cuidar delas, numa perspetiva de construção e mantendo o fôlego de outrora.Teriam mais cuidado em renovar a mesma, tendo em conta se teria valido a pena ou não.

Espécie em extinção

Fevereiro 04, 2018

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Confesso que depois de muito tempo, tenho saudades de ter alguém a meu lado, mas que seja um acrescento, não uma subtração.

Um empolgamento, sem me tirar os pés do chão, e sair de mim mesma.

Uma companhia, mas sem prescindir do meu eu e modo de vida, um homem honesto, sério, que não troque as voltas e saiba o que quer.

 

Será que ainda há desses?

 

Entre dois mundos

Fevereiro 02, 2018

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Ontem ouvi parte de uma reportagem acerca das novas tecnologias e o impacto que tinham em nós, na nossa vida social. Vários especialistas debatiam esse tema, nomeadamente na informação publicada nas redes, se era verosímil ou fraudulenta.

Interessante porque muita gente cresceu e viveu entre dois mundos: o antes e o depois do boom da internet ou entrada das novas tecnologias na nossa vida.

Uma coisa entendi, após o debate: aquando a entrada das novas tecnologias, todos nós aprendemos, com mais ou menos facilidade a dominar as tecnologias a nosso favor, visto que muita coisa é intuitiva e até os miúdos se desenrascam melhor que nós, mas uma coisa ficou patente; não acompanhámos os valores inerentes à sua entrada, descurámos os aprendidos, o valor da amizade, de fazer coisas tão simples que antes fazíamos, como ligar o telefone e falar com alguém, e até suprimimos a carta por o email, se bem que hoje em dia, raras são as pessoas que escrevem ou recebem uma carta, a não ser a das contas mensais.  Com a entrada das novas tecnologias deixei de receber cartas, mas também deixei de as escrever. Parece que hoje em dia é muito mais "interessante" colocar um post, revelando o que nos vai na alma, sendo muitas vezes ambíguo e coletivo, ou apenas para fazer um like ali e acolá, como forma de validação do post.

A jornalista Clara Pinto Correia comentou nessa reportagem que há uma ânsia de likes por partes de algumas pessoas, de forma de valorização social ou pessoal . Uma coisa é certa: tal como foi dito no programa há-de haver outra rede social a destronar a que é mais " social", e quanto a mim, podem inventar o que quiserem, mas ainda não inventaram nada que substitua as relações humanas cara a cara e o prazer que dá falar com alguém pessoalmente. 

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