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Gato de loiça

Meu amigo, se chegaste até aqui, os meus parabéns, mas devo já confessar-te que daqui não sairão textos eloquentes, histórias de encantar e palavras bonitas. Se quiseres fica e lê, sê bem vindo.

Gato de loiça

Meu amigo, se chegaste até aqui, os meus parabéns, mas devo já confessar-te que daqui não sairão textos eloquentes, histórias de encantar e palavras bonitas. Se quiseres fica e lê, sê bem vindo.

Seg | 19.02.18

Qual a duração do sofrimento?

gatodeloiça

Já li alguns testemunhos de pessoas que foram sujeitas a situações graves de sofrimento; como por exemplo uma senhora que sobreviveu, ainda em criança, ao genocídio de toda a sua família aquando a invasão do regime nazi.

De família judaica, a criança que entretanto cresceu e já idosa, respondeu à pergunta, que faltava: " Como conseguiu lidar com o sofrimento gerado pela morte de sua família?

Outro caso, noticiado não há muitos anos, de uma mulher que morreu, aquando um atentado em Londres conduzindo ao sofrimento do marido e filha.

Certamente primeiro deve vir a revolta e em seguida o sofrimento, o luto.

Mas a pergunta que permanece é: " Como conseguiram resgatar a alegria? Como conseguiram ultrapassar o sofrimento?"

No primeiro caso, a senhora referiu que se continuasse a sofrer, o sofrimento continuava pela sua vida fora, por isso decidiu como queria estar e passar o resto do tempo da sua vida, a decisão era dela, por isso decidiu que o sofrimento não podia continuar a ser o sofrimento causado pela aquela situação de outrora. Por isso, sem desrespeitar os sentimentos do passado e dos seus entes familiares, queria ser feliz e não queria dar mais motivos para a infelicidade. Não queria também que o sofrimento causado pelos nazis, causando a morte da sua família, continuasse estando ela viva.

O segundo caso, usou o perdão como ferramenta para superar a dor.

Pensou que através do perdão, pudesse ter a paz necessária para prosseguir a sua vida, de outra forma, a raiva continuaria a consumi-lo.

O perdão no entanto, não era no sentido de aceitar o que os terroristas lhe haviam feito, era no sentido de encontrar a paz, necessária para viver.

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