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Gato de loiça

Meu amigo, se chegaste até aqui, os meus parabéns, mas devo já confessar-te que daqui não sairão textos eloquentes, histórias de encantar e palavras bonitas. Se quiseres fica e lê, sê bem vindo.

Gato de loiça

Meu amigo, se chegaste até aqui, os meus parabéns, mas devo já confessar-te que daqui não sairão textos eloquentes, histórias de encantar e palavras bonitas. Se quiseres fica e lê, sê bem vindo.

Qua | 04.04.18

Par de cornos

gatodeloiça

Nunca me hei-de esquecer daquele par de cornos.

Tal como já disse  em posts anteriores, quando entramos numa casa, quase que recebemos tudo dela, a forma como os móveis estão dispostos, a cor , etc deixa-nos sempre uma impressão, positiva ou negativa.

Há uns bons anos quando fui ver uma casa, com intenção de permuta, lembro-me de uma casa bem maior que a minha, mas bem mais atarracada, talvez as pessoas com mais espaço numa casa, pensem que este é infindável e então toca a encher, a minha com muito menos espaço, estava mais arrumada e com espaço.

Os movéis eram escuros e a casa sombria. As cortinas tapavam os vagos raios de sol que tentavam a todo o custo entrar. A senhora estava só e doente, e isso comoveu-me. Saiu a custo da cama com um par de muletas em cada mão. Queria um apartamento como o nosso, rés do chão e com elevador, visto que não se podia mexer muito.

Não ficámos encantados com a casa, apesar de ser mais espaçosa que a nossa, ter duas casas de banho e três quartos, embora fosse o que queríamos, pois o cartão de visita da mesma não era o mais feliz. Traduzia ao fim ao cabo o estado de espírito da senhora: sombrio e triste como uma capa que absorvia os seus dias.

Nunca que hei-de esquecer do par de cornos que tinha pendurado no seu quarto, dum alce, ou sei lá de quê, que embora tivesse absorvido aquela negatividade toda na altura, deu para rir, tempos depois.

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