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Gato de loiça

Meu amigo, se chegaste até aqui, os meus parabéns, mas devo já confessar-te que daqui não sairão textos eloquentes, histórias de encantar e palavras bonitas. Se quiseres fica e lê, sê bem vindo.

Gato de loiça

Meu amigo, se chegaste até aqui, os meus parabéns, mas devo já confessar-te que daqui não sairão textos eloquentes, histórias de encantar e palavras bonitas. Se quiseres fica e lê, sê bem vindo.

Dom | 31.12.17

Li

gatodeloiça

Li numa história real de uma senhora que padecia de muitas dores físicas, limitando-lhes os movimentos.

Mal conseguia andar. Sentia compaixão pela sua própria condição, achando que nada podia ser nem para ela podia construir felicidade. O seu estado físico de saúde limitava-lhe as perspetivas futuras, comprometendo-o.

O seu futuro e presente vislumbrava-se escuro, sem perspetivas, ditadas pelas condições do presente.

Começou a interessar-se por livros de auto-ajuda, que de certa forma a ajudaram, mas a sua auto-estima ainda era muito baixa.

Certo dia, conheceu um escritor budista e revelou-lhe a sua trágica história.

Esperava receber umas palavras de compaixão e simpatia, quando ao invés das palavras esperadas recebeu outras: " Deixe de ter pena de si mesma e comece a dedicar-se à felicidade dos outros."

Embora as palavras do escritor lhe tivessem causado confusão inicialmente, começou a desejar o bem estar aos outros.Começou pela família e depois a estranhos e mais tarde a pessoas que nem gostava.

Intimamente desejava-lhes apenas o seu bem estar e felicidade.

A sua vida mudara, e não apenas em desejos, passando também para ações concretas: desde voluntariar-se em nome de uma causa, a encher o depósito de gasolina de uma pessoa que não tinha dinheiro.

 

Assim, estranhamente ao que estamos habituados, deixou de se preocupar se os outros a faziam feliz e passou a ter em conta o que faria felizes aos outros, e a compreender melhor a sua essência.