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Gato de loiça

Meu amigo, se chegaste até aqui, os meus parabéns, mas devo já confessar-te que daqui não sairão textos eloquentes, histórias de encantar e palavras bonitas. Se quiseres fica e lê, sê bem vindo.

Gato de loiça

Meu amigo, se chegaste até aqui, os meus parabéns, mas devo já confessar-te que daqui não sairão textos eloquentes, histórias de encantar e palavras bonitas. Se quiseres fica e lê, sê bem vindo.

Já fui casada

Novembro 03, 2018

gatodeloiça

Há dias dei com um texto, não era no sapo blogs, mas falava de uma pessoa que estava divorciada , solteira e feliz.

Fiquei contente.

Senti necessidade de escrever este texto, porque penso que há pessoas que ainda têm o estigma de categorizar os divorciados solteiros, como sendo " uns coitadinhos" que não têm ninguém.

Errado.

Claro que quem se divorcia não passa automaticamente a sentir-se feliz e realizado; passa por fases difíceis, de negação, revolta, tristeza, etc. Eu não fui exceção.

Não é processo fácil, mas supera-se.

Em tudo na vida se supera.

Confesso que aquela ideia que para sermos felizes temos que ter alguém especial ao nosso lado, está ultrapassada!

Cheguei a essa conclusão, depois que passei pelo processo de divórcio.

Já não penso que para ser feliz preciso de ter alguém especial ao meu lado, senão sou um ser incompleto!

Pelo contrário!

Quando passamos de dois para um, há uma total redescoberta do nosso ser, que quando somos casados é esquecido, muitas vezes anulado ou passado para segundo plano em função do outro e do casamento.

Superada a situação, as nossas atenções viram-se para outro lado, para outras formas de realização pessoal, que não passam por ter alguém especial na nossa vida. Há quem pense logo arranjar outra pessoa como forma de colmatar o que foi perdido, porém não é a melhor altura, digo eu para arranjar alguém.

E foi o que fiz: as minhas viraram-se para a pintura e para a escrita, se bem que no último ano, mais ou menos, mais para a pintura.

E é como se redescobríssemos outro ser que estava escondido, esquecido em camadas pelo tempo de casados.

Talvez nunca mais me redescobrisse, talvez nunca mais sentisse o prazer de estar só e estar feliz, ter coisas para fazer, sítios para ir e descobrir.

Penso que o mais importante do que descobrir a alma-gémea, é descobrir o prazer de viver feliz, só ou acompanhada, e de nos redescobrirmos.

Talvez se não me divorciasse não fizesse tanta coisa como faço agora, e redescobrisse aos poucos o saber viver só, embora nunca me sinta só, mas principalmente porque me sinto muito mais realizada pessoalmente como sou agora do que anteriormente.

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