Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Gato de loiça

Meu amigo, se chegaste até aqui, os meus parabéns, mas devo já confessar-te que daqui não sairão textos eloquentes, histórias de encantar e palavras bonitas. Se quiseres fica e lê, sê bem vindo.

Gato de loiça

Meu amigo, se chegaste até aqui, os meus parabéns, mas devo já confessar-te que daqui não sairão textos eloquentes, histórias de encantar e palavras bonitas. Se quiseres fica e lê, sê bem vindo.

Aí se não fossem os "velhos"!!!!!

Janeiro 24, 2018

gatodeloiça

Reparei hoje à tarde quando ia buscar o meu filho à escola num par de velhotas a passear de carrinho de bebé.

Cada vez mais se verifica que são os ditos "velhos" que a sociedade apelida e que acha que não valem nada, e às vezes já se encontram na idade da reforma, assumem novamente funções.

São eles que vão buscar os netos à escola, levar ao ballet, tomam conta dos netos enquanto os pais não regressam do trabalho, e no entretanto preparam o jantar, dãos-lhes o banho, etc.

A realidade laboral que vivemos é extremamente exaustiva para os pais, entre trabalhos mal pagos ou de turnos, pouco tempo lhes sobra para tomar conta ou estar com os filhos, a sorte de alguns é que os avós que por proximidade geográfica, vão assumindo cada vez mais esse o papel, o de pais.

 A sociedade hoje em dia, profundamente virada para o meio laboral, descura de outros aspectos extremamente importantes no meu ponto de vista, como a educação dos filhos.

Tudo isto tem repercussões.

Como se pode educar se não há tempo? E se o pouco tempo que sobra aos pais é preparar o jantar, ir às compras , dar os banhos e jantar? 

Há pouco tempo para conviver, em ambiente familiar, há pouco tempo para se conhecerem, para estarem a par da realidade dos seus filhos, e serem o que às vezes faz falta, na verdadeira essência da palavra:  uma família.

Há países que já tomaram consciência das repercussões negativas do número elevado de horas que dedicamos à parte laboral, e em benefício das famílias, reduziram o número de horas, pois consideram que é mais valioso o desenvolvimento harmonioso do ser humano, do que apenas a visão lucrativa da sociedade.

Nota-se, por testemunhos que já li, que sentem-se mais felizes, em comunhão com as suas famílias, com a sua casa e meio ambiente.

Em 2015, a Suécia encurtou o dia laboral dos seus trabalhadores, passando de oito horas diárias para seis, para aumentar a alegria, note-se a alegria, e a produtividade.

Pode parecer confuso, menos horas mais produtividade? Mas parece que segundo um estudo que li, as pessoas que trabalham menos horas, sentem-se mais felizes no trabalho, logo produzem mais.

Portugal, segundo dados de 2015, ocupa a 25ª posição em relação aos países que trabalham menos horas, com os portugueses a trabalharem 1853 horas por ano, mais (aproximadamente) 500 horas por ano do que os alemães, que ocupam a primeira posição.

O dinheiro não é tudo, podem ter a certeza que não.

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D