Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Gato de loiça

Meu amigo, se chegaste até aqui, os meus parabéns, mas devo já confessar-te que daqui não sairão textos eloquentes, histórias de encantar e palavras bonitas. Se quiseres fica e lê, sê bem vindo.

Gato de loiça

Meu amigo, se chegaste até aqui, os meus parabéns, mas devo já confessar-te que daqui não sairão textos eloquentes, histórias de encantar e palavras bonitas. Se quiseres fica e lê, sê bem vindo.

Sex | 23.02.18

A Felicidade segundo Agostinho da Silva

gatodeloiça

Agostinho da Silva tinha uma perspetiva interessante acerca da felicidade, deixo aqui alguns trechos:

 

" (...) não se trata de uma realização, mas de uma perpétua virtualidade, não de uma chegada, mas de uma carreira eterna.(...)

" (...) as almas vulgares têm a felicidade como uma tela pintada e só o representado difere para cada uma, a alma enérgica considera-a uma tela em branco que fosse consciente a sua possibilidade de mil paisagens."

"(...) no sentir-se viver essa vida de ideal, de pureza, de renúncia, no contemplar cada vez mais alto e brilhante o fogo que nos animou nos anos de aprendizagem, que reside precisamente a felicidade (...)"

" Não creio que se possa definir o homem como um animal cuja característica ou fim último seja o de viver feliz, embora considero que nele seja essencial o viver alegre." 

Dizia ainda que:

"  O que é próprio do homem na sua forma mais alta é superar o conceito de felicidade, tornar-se como que indiferente a ser ou não ser feliz....(...)

" Creio que a mais perfeita combinação seria a que o homem (..) visto até por si como infeliz, conseguisse fazer da sua infelicidade um motivo daquela alegria que não se quebra, daquela alegria serena  que o leva a interessar-se por tudo quanto existe, a amar todos os homens apesar do que possa combater, e é mais difícil amar no combate do que na paz.(...)

" (...)cuja grandeza verdadeira só se pode sentir no desastre ; é quando a catástrofe chega que a fatalidade se mede em tudo o que tem de divino.(...)

(...) Felicidade ou paz nós a construímos ou destruímos; aqui o nosso livre arbítrio supera a fatalidade do mundo físico e do mundo do proceder e toda a experiência que vamos fazendo, negativa mesmo para todos, a podermos transformar em positiva."

 

2 comentários

Comentar post