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Gato de loiça

Meu amigo, se chegaste até aqui, os meus parabéns, mas devo já confessar-te que daqui não sairão textos eloquentes, histórias de encantar e palavras bonitas. Se quiseres fica e lê, sê bem vindo.

Gato de loiça

Meu amigo, se chegaste até aqui, os meus parabéns, mas devo já confessar-te que daqui não sairão textos eloquentes, histórias de encantar e palavras bonitas. Se quiseres fica e lê, sê bem vindo.

A proporção

Outubro 15, 2020

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Não há proporcionalidade direta entre o tamanho de um ser e a chinfrineira que faz.

 E isso é uma pena, mais, é um engano. Veja- se o tamanho de um periquito: minúsculo, peso deve ter umas 10  ou 15 gramas. Pois esse peso minúsculo é capaz de acordar uma família inteira pela manhã.

 Agora imaginem um par...

Já o mesmo se passa com os bebés, tão pequeninos e berram em plenos pulmões, levantam uma família inteira pela madrugada adentro, e mesmo depois de os consolarmos  e de barriga cheia, já ninguém consegue ficar acordado depois de uma choradeira daquelas. Eles sim.

O mesmo se passa com os cães, os mais pequenos ladram à mínima,  e os maiores só de vez enquando.

Já a gata de loica é de tamanho médio para gato, raramente mia, a não ser que seja para dizer:

Tenho fome!

Por isso, afirmo: o tamanho é um engano! Não vão pelo tamanho, que saí sempre ao lado!

 

 

Como escolher um livro?

Outubro 14, 2020

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Eu vou pelo título. Ou então folhei- o ao acaso e leio umas linhas. Se as linhas me agradarem, compro-o logo, principalmente se forem frases divertidas ou se pareceram que foram escritas para mim. Outras vezes leio a sinopse e se me interessar compro-o. Os livros estão caros, puxa!

Comprei um ontem, no sábado à tarde. Fui pelo título: " A vida mentirosa dos adultos" de Elena Ferrante. (Puxa, parece o meu nome!) Embora seja um pseudônimo da autora.

E comprei este precisamente pelo título, tanto que não conheço nada da autora. 

O título diz à descarada o que muitas vezes pensamos em voz alta e fica escondido dentro de nós. É daquelas frases verdadeiras que já constatamos a algum tempo, por simplesmente vivermos. 

É daquelas frases que ficam.

Beijoooosss

( e agora vou aspirar o veículo, que ando há anos a dizer que é hoje!)

Home, sweet home

Outubro 13, 2020

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Ainda não faz um ano que estou a morar nesta casa. Vai fazer um ano no mês que vem. Sabem aquela sensação quando nos mudamos que é tudo novo, as ruas são diferentes, as pessoas também? Que há sempre um sítio a descobrir, pessoas novas por conhecer e que não nos fartamos da casa, porque cheira a novo, e tudo é diferente?

Pois é, tive essa sensação durante pouco tempo. A partir do momento em que começou a pandemia e por consequência termos que ficar presos em casa por obrigação, tenho a sensação que vivo aqui há anosssss!

Resumindo e baralhando: voltei a ter essa sensação. E a sensação de estar aqui há mais tempo do que o vivido também é boa, é sinal que estou bem aqui.

É sinal que aqui é a minha casa e onde está o meu coração é o meu lar.

Vou morrer!!!

Outubro 12, 2020

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Para já, não. Descansem.

Vamos ao post.

Quando saio de uma qualquer superfície comercial ou de um chinês, venho sempre com umas dorzinhas estranhas: uma dor de cabeça, uma quentura, uns arrepios na espinha ou até dores nos pés.

 Mal chego a casa, ou mesmo no carro, venho com o pensamento: "não me digas que já apanhei o vírus!" "Só me faltava mais esta!"

Então meco a temperatura e dou um suspiro de alívio. " Pelos menos temperatura não tenho. 

Lá tomo um ben- u- ron e faco figas que não seja nada. " É do tempo " diz a minha mãe " Apanhaste frio?"

" Que me lembre não" digo eu na esperança que só seja mesmo um resfriado ou cansaco do dia anterior.

Mas agora, com esta treta do vírus, fico em sobressalto cada vez que saio de um shopping ou algo que o valha, e quando anteriormente atribuía as causas do meu mal estar, ao cansaco ou outra, agora fico sempre na dúvida: " será que apanhei?"

E vou MORRER???

Já vos aconteceu?

 

Os sustos e os palavrões

Outubro 11, 2020

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Não há dúvida que sou assustadica. 

Quando chego a casa, gosto de sentir o silêncio que nela habita. Gosto de sentir aquela tranquilidade de que está tudo nos sítios certos.

A única " pessoa" que espera por mim é a gata de loica.

E essa é uma paz, está sempre tranquila. A vida para ela não tem sobressaltos como a nossa, o maior sobressalto que poderá ter é: " estou com fome!"

Adiante, mas por coincidência de horários, este ano, quando eu chego a casa, está a minha filha quase a sair e eu nunca me lembro disso.

Esqueco- me sempre.

No outro dia, cheguei, e senti aquele silêncio que me dá alegria e tranquilidade. De repente, irrompe a minha filha da porta do quarto e diz alto:

- OLAAAÁ, MÃEEE!!!

Escusado dizer,  que as situações resumidas  passaram- se por esta ordem: Grito, palavrão, palavrão e grito.

A minha filha, coitada, com os gritos e palavrões pelo meio , também se assustou. Mais gritos. As duas.

Quem visse de fora, pensaria que éramos as duas lunáticas.

Passado uns dias, após esta situação, repetiu- se a cena outra vez, mas ela coitada, sabendo que sou assim, disse o " Olá, mãe" mais baixo, não fosse eu ter novamente a crise do grito/ palavrão.

Resultado: tudo igual.( eu não disse que era esquecida?) Mas o aparato foi menor, desta vez.

Agora, quando chego a casa, rodo a chave muito devarinho e ao entrar pergunto por ela.

( não vá apanhar outro cagaco!)

 

A Lua

Outubro 10, 2020

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Adoro a lua, não há hipótese!

Sei que todos adoram um pôr do sol, eu prefiro o nascer. Razão muito simples: tenho a vantagem de o poder ver todas as manhãs, já o pôr do sol só às vezes, quando saio.

Se virmos bem,  o nascer do sol é o reverso do pôr do sol.

Mas a Lua, a Lua tem qualquer coisa: redonda, imponente no céu escuro e estrelado, faz inveja às estrelas mais distantes.

O luar  ilumina os caminhos dos transeuntes mais perdidos ou ausentes. A sua forma redonda e brilhante, com umas manchas impercetíveis , deixa- me a pensar nela.

Enigmática, no mínimo.

O sol é outra praia.

 

A mãe

Outubro 09, 2020

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A mãe é aquele ser misterioso. Faz tudo por nós, só o que não pode é que não o faz. Temos diferentes perspetivas da nossa mãe ao longo dos tempos: quando somos pequenos é aquela que mais gostamos, que nos protege , que nos ampara e nos limpa as feridas dos doi- doi. É meiga e preocupa- se connosco. É a nossa heroína.

À medida que vamos crescendo, queremos a nossa independência e autonomia, aí passam a ser chatas e metedicas. Opinam sobre tudo e querem ter sempre razão.

Só uns bons anos depois, é que voltamos à meiguice de antigamente, e reatamos a relação perdida na infância. Vemos a nossa mãe como um ser individual, com personalidade própria, e embora não seja parecida connosco, reconhecemos- lhe muitas qualidades, o seu valor que teve na nossa vida.

Só mais tarde, quando somos pais ou mães, compreendemos algumas das suas atitudes naquela época em que éramos adolescentes ou mesmo adultos, e às vezes até temos as mesmas reações ou parecidas que eles tiveram. Lol

Mas mesmo que tenhamos opiniões diferentes, hão -de sempre haver, devemos vê- la com carinho, pois é a nossa mãe.

Por isso, acho que nunca nos devemos  zangar com a nossa mãe, ou seja, que seja uma zanga breve que não dure muito tempo.

Porque são dos poucos seres que estão lá sempre. Que nos conhecem na essência e que são verdadeiros.( e que nos aturam sem queixume!)

Ter uma mãe é ter um tesouro!

(Para todas as mães)

Hoje é dia 3 de outubro, dia do carinho. Inspirado na minha mãe

Aproveitando o tempo

Outubro 08, 2020

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Recurso tão limitado nos nossos dias, que agora, em vez de me chatear ou aborrecer em filas, já não acontece.Aproveito-o até ao limite, e em vez de congeminar porque ainda estou à espera com tanto ainda por fazer ou que ainda preciso de ir aqui e ali, aproveito para pensar nas coisas que não tenho tempo e que me dão prazer.

Normalmente quando estamos à espera nalguma fila, não há nada para nos empatar, nem ninguém, pois desconhecemos as pessoas que estão à espera na fila como nós. Então temos esses maravilhosos 5 ou 10 minutos para pensar na morte da bezerra; não podem ser em coisas que nos dêem stress, como por exemplo coisas que ainda temos que fazer, têm que ser outras, mais alegres, como por exemplo pensar no que nos correu bem no dia, recordar uma conversa agradável com alguém, ou um favor que fizemos que fez a diferença, alguém que ajudámos ou até alguma situação divertida que se tenha passado ultimamente. Ou mesmo alguma situação que não estávamos à espera, de alguém ou de alguma coisa e que foi positiva.

Quando estamos com os pensamentos ainda a meio ou no fim, chegou a nossa vez, de sermos atendidos.

E a leveza é outra.

Onde é que se costumam sentar?

Outubro 07, 2020

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Cá em casa temos todos lugares fixos, pelo menos na mesa da cozinha. Na sala já não.Mas é engraçado que eu é que dou o mote. Gosto de um lugar e depois fixo- me a ele, para sempre, como se o lugar é que me tivesse escolhido a mim. O problema é que mal me levanto, todos querem ir para esse lugar, como se não houvesse mais nenhum. Agora mudei de lugar. Arranjei outro, uma poltrona, perto de uma mesinha onde coloco os livros para a leitura e tem um candeeiro que me dá luz direta para as leituras ou escrita.

Resultado: quando está vago, vai tudo para lá. Até a gata, salta logo para o meu colo, encosta a cabeça nos  bracos da poltrona e adormece.Mas é inevitável, quando vejo a minha filha lá sentada, a resposta é logo: 

- Pira- te que quero me sentar aí!!!

Ela: Mas eu já aí estava!

Eu: Há aí muitos lugares! 

Depois para a convencer digo:

" Anda lá, estou de rastos, preciso de me sentaaaaarrrr!!!!"

E resolve- se o assunto.

Lol

Mas há tempos, com as ideias de mudanças, propus: amanhã vamos trocar de lugares na mesa da cozinha! 

 - Mas para quê? -Perguntou logo a minha filha.

Resposta: - Para variarmos as vistas! Resultado final: todos queriam, menos ela!

Ficamos sentados nos mesmos sítios.

 

Simplifique!-coordenadas da felicidade

Outubro 06, 2020

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Agora ando a ler um livro acerca da felicidade. Tem boas ideias entre elas,  esta, que passo a explicar.

Consiste basicamente em fazermos um mapa com todas as nossas atividades durante 2 semanas, e colocar à frente de cada, o tempo dispendido. Logicamente que há atividades que não podemos mudar, mas há outras que sim, como por exemplo: quanto tempo passo agarrado às redes sociais e a ver televisão?

Nessa mesma lista, para além do tempo dispendido, podemos colocar as que gostaríamos de passar mais tempo, como por exemplo estar com a família ou nalgum hobby que nos dê prazer.

Depois de identificarmos as que nos dão um prazer mais vazio, podemos reduzir o tempo dispendido em favor das outras  mais significativas ou que nos dêem prazer. Já pus a ideia em prática.

Não fiz nenhuma lista, confesso e identifiquei rapidamente onde dispendia mais tempo: televisão e redes sociais. Reduzi e voltei às leituras e também à escrita.

Valeu a pena. Estou mais feliz.

 

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