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Gato de loiça

Meu amigo, se chegaste até aqui, os meus parabéns, mas devo já confessar-te que daqui não sairão textos eloquentes, histórias de encantar e palavras bonitas. Se quiseres fica e lê, sê bem vindo.

Gato de loiça

Meu amigo, se chegaste até aqui, os meus parabéns, mas devo já confessar-te que daqui não sairão textos eloquentes, histórias de encantar e palavras bonitas. Se quiseres fica e lê, sê bem vindo.

Os títulos engraçados dos livros

Abril 09, 2018

gatodeloiça

Há dias passei num hipermercado, como estava muita gente na fila, fui fazer algo que não fazia há muito tempo: fui à seção dos livros.

Deparei-me com imensos livros, como é óbvio, mas o que me despertou a atenção foram os títulos.

Cá vão alguns:

" Como não ter um ataque cardíaco"

" O livro do pó"

" Fantastic beasts"

" Brincar com a morte"

" As estrelas, o caos e eu"

" Três minutos para o juízo final"

" Como parar o tempo"

" Parto ativo"

" O fim das dietas"

" Novo guia de sobrevivência para os pais"

" Bebé Zen"

" Sem saída"

" Livro perigoso para os homens" ( este estava tentada em comprá-lo, mas só dei uma vista de olhos!)

" A dieta de Pioppi"

" 25 gramas de felicidade - como um minúsculo ouriço-cacheiro pode mudar a sua vida"

" Utopia para realistas"

" Testes? Estou preparado!"

" O que é que queres ser?"

e por último " Não leias este livro!"

Claro que o último foi o que me abriu o apetite e estive a passar os olhos por ele.

 

Ainda nesta andança de livros, ainda dei uma vista de olhos no Guia astrológico de Paulo Cardoso para 2018, que semana a semana, detalha como vai ser a nossa vida, consoante o signo.

Dou-lhe os parabéns pela trabalheira, inventada ou não, mas confesso que só li um ou dois meses, pois aquilo já me estava a dar sono.

Nós e os cães

Abril 08, 2018

gatodeloiça

Sei que as pessoas que têm animais, adoram-os e às vezes....mais do que as pessoas.

Mas o que me espanta é isso mesmo! Percebo, de certa forma quando desabafam " cada vez que conheço as pessoas, gosto mais de animais", porém, penso que é só um desabafo, mas depois constato que não é!

Hoje passou-se o seguinte: estava eu, a minha mãe e os meus filhos num passeio à volta do bairro de bicicleta, quando decidimos ir até um parque de estacionamento, que costuma estar vazio, e dava para as crianças andarem de bicicleta por um bocadinho. 

Passado uns cinco minutos, já estávamos de saída, quando surgiu um carro fora da cancela e estacionou. Afastámo-nos imediatamente para sairmos. O meu puto é que andava ainda em cascos de rolha no fundo do parque, mas chamámo-lo logo, pensando que ia estacionar.

Saiu a dita do carro e seguiu-se a seguinte conversa:

- Está aí um cão e tenho medo que o tenham assustado- disse a senhora para sua apresentação.

- Pois nós não ficámos assustados com o cão, ( aliás nem o vimos nem à chegada, nem à saída).- respondi eu.

- Pois, mas eu estou é preocupada é com o cão.

- E eu estou preocupada com os meus filhos. Isto é propriedade privada? - perguntei.

- É.

- Vamos já embora. ( Aliás, já estávamos fora, apenas o meu puto tentava com a rapidez que podia, sair do estacionamento.

A minha mãe entretanto ainda disse à dita:

- Se quiser pode ir à nossa rua, que não me importo.

E é isto que eu penso das pessoas que gostam mais dos animais pouco se importando com as pessoas; depois não se queixem quando há pessoas que pensem o mesmo delas, ou seja " há pessoas que quanto mais conhecemos, mais preferimos os animais."

 

 

O reverso

Abril 07, 2018

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 Tudo tem um reverso.

Bom e mau. Quando nos começamos a apaixonar por qualquer coisa, normalmente só vemos a parte boa, daí o fascínio de qualquer coisa, ou até pessoa.

Porém, o que acontece depois, é que mais tarde ou mais cedo, tomamos em contacto com o seu reverso, as partes not so good. 

O mais interessante é que se gostamos mesmo de alguma coisa, mesmo revendo o seu reverso, é porque compensa mesmo vendo a parte negativa.

E é andando no verso e no reverso que conhecemos a essência da coisa, que só assim sabemos se funciona para nós ou nos adaptamos.

 

 

Viva!

Abril 06, 2018

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Há situações que nos fazem sentir vivas, que vibram connosco!

Sentimo-nos vivos, sentimo-nos bem.

Sentimos como se uma peça de puzzle fosse colocada no sítio certo, e que estamos mais próximas de nós, do que gostamos de fazer, da nossa essência.

E essa sensação é boa.Provavelmente significa que estamos no caminho certo.

Que tal descobrirmos o que gostamos de fazer? Do que só apenas nos lamentarmos do que não gostamos?

E aí estamos mais perto.

Como se o nosso puzzle interno cada vez mais se aproximasse do fim, de estar completo.

Fiódor Dostoiévski

Abril 05, 2018

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Confesso que nunca me deu para ler nada de literatura russa. Nem na escola fui incentivada a tal. 

Porém, há tempos numa ida à biblioteca em que abatem os livros pouco lidos, descobri uma destas relíquias de Dostoiévski.

E foi uma agradável surpresa. Gosto da sua escrita e estou a ler um dos seus primeiros contos, que diga-se de passagem que se lê num instante.

Tenho ali à minha espera mais uns quantos contos para ler, e estou desejosa de lhe deitar os olhos!

É sempre bom descobrir autores, novas escritas ou novos mundos.

Par de cornos

Abril 04, 2018

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Nunca me hei-de esquecer daquele par de cornos.

Tal como já disse  em posts anteriores, quando entramos numa casa, quase que recebemos tudo dela, a forma como os móveis estão dispostos, a cor , etc deixa-nos sempre uma impressão, positiva ou negativa.

Há uns bons anos quando fui ver uma casa, com intenção de permuta, lembro-me de uma casa bem maior que a minha, mas bem mais atarracada, talvez as pessoas com mais espaço numa casa, pensem que este é infindável e então toca a encher, a minha com muito menos espaço, estava mais arrumada e com espaço.

Os movéis eram escuros e a casa sombria. As cortinas tapavam os vagos raios de sol que tentavam a todo o custo entrar. A senhora estava só e doente, e isso comoveu-me. Saiu a custo da cama com um par de muletas em cada mão. Queria um apartamento como o nosso, rés do chão e com elevador, visto que não se podia mexer muito.

Não ficámos encantados com a casa, apesar de ser mais espaçosa que a nossa, ter duas casas de banho e três quartos, embora fosse o que queríamos, pois o cartão de visita da mesma não era o mais feliz. Traduzia ao fim ao cabo o estado de espírito da senhora: sombrio e triste como uma capa que absorvia os seus dias.

Nunca que hei-de esquecer do par de cornos que tinha pendurado no seu quarto, dum alce, ou sei lá de quê, que embora tivesse absorvido aquela negatividade toda na altura, deu para rir, tempos depois.

O impacto no futuro

Abril 03, 2018

gatodeloiça

Ontem foi um dia com deveras impacto.

Ainda fico a pensar naquilo que vi e senti. Vivi, portanto.

Nem sei bem como descrever, ou pôr por palavras, tal foi o impacto. Mas talvez estas situações sejam boas ocorrerem de tempos a tempos, para nos porem a pensar.

Ainda vivia na casa dos meus pais, quando conheci a Liliana, vamos dar o nome assim, na casa dos seus 50 anos, eu com 25 talvez. Portuguesa, emigrada da Inglaterra, resolvera vir para Portugal. Ainda trabalhou cá em casa de pessoas, que lhe davam casa, comida e ordenado.

Mais tarde "juntou-se" com uma pessoa quando saiu desse último emprego e apoiavam-se um no outro.

A tal pessoa oferecera-lhe estadia até encontrar algo melhor.

Passaram mais de vinte anos, o seu companheiro morreu acerca de dois meses, tendo ela agora 72.

Encontrei-a por acaso. Vivia num estado de degradação nunca inimaginada. Falei com ela, desabafou, disse que não tinha água, que vivia de caridade de vizinhos. Tive pena dela, ouvi-a, foi o mínimo que pude fazer.

Lamentou-se que não tinha para onde ir, nem com quem ficar.

Enquanto me descrevia as condições como vivia, às páginas tantas, disse: " se fosse mais nova, nunca tinha vindo para aqui, aqui não ficava!"

E foi essa frase, que mudou tudo no meu mundo, foi essa frase que me pôs logo a questionar; como costumo dizer" Muda tudo!"

Então a senhora porventura passou da idade juvenil para a velhice? Por acaso aqueles anos não lhe passaram pelas mãos? O que é que ela fez com o seu tempo? O que é que andou a fazer? A situação onde se encontra agora, era precisamente a mesma que se encontrava há vinte ou mais anos!!!!!

E aí, refleti. Ela não mudara nada do seu mundo naquele espaço de vinte anos ou mais, e nunca pensou chegar onde chegou. E aí penso: " Como???"

Não se deu conta? Impossível!

Mas ideias à parte, depois a conversa já foi para mim, ou seja: " o que é que se pode tirar dali como situação de aprendizagem?"

Muitas vezes não pensamos no futuro, pensamos que é tudo perfeito e para sempre, não é, e provavelmente se não estivermos bem agora, e queremos ver diferença no futuro, é agora o tempo para o fazer, pois no futuro, poderá ser tarde demais.

Pois o presente poderá ser a réplica do futuro se não estivermos bem, ou bem pior.

Dia 27 de março- dia mundial do teatro

Abril 02, 2018

gatodeloiça

Ontem fui ao teatro. (sábado) .Não tinha nada para fazer, não me apetecia estar em casa, por isso fui a procura de algo para fazer. Descobri uma peça de teatro gratuita. Atenção que já fui ver peças pagas e nem sempre valem o dinheiro pago. Há outras porém que valem bem a guita despendida. 

A prata da casa fazia a maior parte da plateia, embora também houvesse um casal novinho. Eu encontrava-me no meio da coisa.

Adiante, a peça era horrível, de fugir, mas o mais interessante, é que no meio do horrível, haviam partes engraçadas!

E a prata da casa adorou!!!

A peça era interpretada por três atores, uns dos quais cota, que dançava, saltava, cantava etc, parecia um jovem com aparência de velho. E era o que dava vida aquilo. Das partes que ainda mais gostei, foi quando dizia:

" Está a chover"! e atirava com um spray com água para o público de tempos a tempos.

Tenho impressão que era a parte que a velharia gostava menos, mas que eu adorava!

Ainda bem que há velharia, prata da casa, como costumo dizer, não se acomoda a ver televisão jogos de futebol, ou no dominó da esquina, e resolve meter-se em atividades que sejam do seu usufruto e que contribuam para o seu bem estar, com mais ou menos sucesso. O sucesso é sempre um critério secundário.

Convém afirmar, que adoro teatro, e embora muitas vezes, pense, para que preciso de ir ao teatro, se há já tanto teatro nas nossas vidas?

No caminho para casa, na ida para o carro, caiu-me um salto do sapato, e lá fui a magicar no caminho para casa, a coxear de um pé,  como iria conduzir sem bater em ninguém naquele estado! Mas lá sobrevivi, desenrasquei-me, como sempre!

 

Não fossem as nossas vidas pedaços de peças, com mais ou menos drama ou comédia!

A Paz

Abril 01, 2018

gatodeloiça

Às vezes na nossa vida damos uma volta de 180º graus, em que muda tudo, não sabendo muito bem que caminho vamos traçar a partir daí.

Muitas vezes vem acompanhado de insegurança, instabilidade e até de alguma pontada de culpa e uma ou outra pergunta, pode-nos surgir em pensamento: " será que fizemos bem?" " será que não demos o passo maior que a perna?"

Mas a vida nisso é espetacular, ou o tempo, que ajuda a definir e a colocar tudo nos sítios certos.

E aí quando nos confrontamos com dores ou mágoas passadas ou antigas, vemos que está tudo bem, está tudo nos sítios certos.

E aí sentimos uma sensação enorme de Paz.

O tempo ajuda a curar tudo, a distanciarmo-nos do que não era bom para nós, e nós aceitamos muito bem. Sentimos uma nova alma, uma liberdade que não era completa, mas hoje vive bem alto.

Mas para tirar a prova dos nove, a vida de vez enquando gosta de nos pôr à prova, e normalmente vem com uma situação nova ou diferente ao de cima, para nos testar.

E aí quando temos a consciência que já não nos afeta nada, damos um suspiro de alívio e sentimos uma paz imensa.

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