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Gato de loiça

Meu amigo, se chegaste até aqui, os meus parabéns, mas devo já confessar-te que daqui não sairão textos eloquentes, histórias de encantar e palavras bonitas. Se quiseres fica e lê, sê bem vindo.

Gato de loiça

Meu amigo, se chegaste até aqui, os meus parabéns, mas devo já confessar-te que daqui não sairão textos eloquentes, histórias de encantar e palavras bonitas. Se quiseres fica e lê, sê bem vindo.

O Rocha e as boas ideias

Março 31, 2018

gatodeloiça

Já ouviram falar do Fernando Rocha, certo?

Aquele comediante que diz muitos palavrões à mistura, no meio das anedotas?

Pois é, palavrões ou não, que naquele contexto não me chocam, adoro-o. Adoro as suas piadas e parvoíces à mistura.

Pois é, não venho fazer aqui nenhuma publicidade ao Fernando Rocha, quem gosta gosta, quem não gosta, temos pena.

Adiante, uma coisa que é de louvar, é que reverteu as receitas de um dos seus espetáculos, e aí é que vem o meu tema propriamente dito, para um parque infantil nos EUA.

Banal, pensarão! 

O que é interessante neste parque é que é destinado para crianças com deficiência! E isto é que é interessante!

Não fazia ideia que existiam! Pelos menos em Portugal, desconheço. Existe para cães, mas para crianças com deficiência era uma ideia interessante de ser implementada cá!

Porque é que as crianças com deficiência, privadas de algo à partida, não poderão também usufruir de algo tão natural como andar de baloiço???

Mini-Entrevista

Março 30, 2018

gatodeloiça

Hoje lembrei-me de fazer uma mini entrevista à equipa do Sapo Blogs. Se calhar o pessoal gostava de saber, eu gostava!

 

Pergunta número um:

Quantas pessoas estão na equipa a ler diariamente os posts do pessoal? Leem todos os dias? não se cansam? Qual a vossa opinião geral do que leem? 

 

Pergunta número dois:

Como selecionam os textos que vão para destaque? Quais são os critérios?

 

Se responderem, agradecimentos antecipados.

Gosto daqueles momentos

Março 30, 2018

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Em que parece que estou retirada da vida, a vivê-la de outra forma, a vê-la passar diante dos meus olhos, como se fosse  ver a banda a passar. Não faço julgamentos e só olho.  Normalmente sento-me em qualquer lado ou na cama e as linhas de um livro são o gatilho, transportando-me para esse mundo ou mergulho apenas nos pensamentos. Como se desligasse a ficha. É como se fosse um segundo mundo, para além deste em que vivemos, como se necessitasse dele de tempos a tempos para respirar do mundo cá de fora, do que vivemos aqui.

Só depois entro outra vez, desperto e reflito. Antes de entrar surge-me sempre uma "solução", uma luz, mesmo que temporária, mas que poderá sempre valer a pena experimentar.

Li num livro que isto corresponde a um exercício de meditação! 

Vale a pena experimentar!

Preconceito ( a diferença está no olhar)

Março 29, 2018

gatodeloiça

Há dias vi uma notícia acerca de mulher gorda que resolveu publicar fotos dela própria, em que apareciam registadas nas mesmas, as expressões das pessoas à sua volta. Notava que havia preconceito em relação às pessoas gordas, e que de certa forma, todos paravam com ar de desagrado ou espanto ao olhar para ela.

E de certa forma somos assim, tudo o que é " diferente" causa-nos diferentes sensações.

Mas o diferente, e aí fica a pergunta, é necessariamente mau?

Não é, sabemos bem isso.

Se olharmos bem para nós somos todos diferentes, com defeitos e qualidades à mistura, cores, formas e feitios. Não há ninguém igual a ninguém, daí sermos únicos com as nossas características que ao olhar dos outros nos tornam mais ou menos especiais. Mas independentemente do olhar dos outros, positivo ou negativo, virando até preconceito, somos irrepetíveis, com ADN único e só por isso nos torna diferentes. Na riqueza é que consta a diferença e não na uniformização.

Se olharmos com atenção seria muito monótono se a natureza nos oferecesse apenas um único cenário de paisagem, ou seja se resumisse apenas a uma única espécie de flores ou de árvores ou formas de relevo; sendo muito mais interessante o conjunto de variadas paisagens que a Natureza nos oferece e que podemos ir descobrindo através do nosso olhar. E nós somos mais ou menos assim.

Ainda não viram os anúncios da Benetton?

Resumindo:

"O problema não está em sermos diferentes. Está em que, quando falamos de diferença, de diferentes, estamos involuntariamente a introduzir um outro conceito, o conceito de superior e de inferior. É aí que as coisas se complicam."

José Saramago

 

Ser genuíno

Março 29, 2018

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Há tempos li um destaque acerca de ser genuíno. Texto bem escrito. Falava no facto, de forma irónica que se formos genuínos, depois as coisas correm mal, ou seja há um incentivo subliminar para sermos genuínos, termos ideias próprias e depois que podemos ser ostracizados. Ou seja, é bom ou é mau, ao fim ao cabo?

Uma coisa é certa: sermos genuínos e termos ideias próprias e sermos o mais próximos do que somos, nem sempre é fácil, e poderá haver pessoas que não gostam, tal como foi dito no tal post.

Poderá mesmo revelar uma enorme coragem, e menos pessoas há nossa volta, menos lambe botas, etc e tal.

Mas uma coisa é certa: sabe muita bem!

 

E quando o coração também se engana?

Março 28, 2018

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Já ouvi falar de mil coisas sobre o coração e fica sempre ele a ganhar, porque é mais bonito e porque os sentimentos também importam e porque as emoções trazem algo que a razão desconhece.

Mas muitas vezes o coração também se engana, vê coisas onde não as há, e acredita cegamente.

Muitas vezes o coração é a razão do nosso dissabor com a vida, e muitas vezes mais vale não lhe dar ouvidos, pois poupamos muitas amarguras e desilusões.

Como costumo dizer ou pensar: " Cada macaco no seu galho", e o coração que já teve a sua vez vezes demais, tem que aprender a ficar sossegadinho e a mente dar-lhe juízo também.

Tem que aprender a raciocinar: porque há sentimentos e emoções que não se podem entregar de bandeja, nem são frutíferos. E  nem sempre aprendemos nada com ele, exceto quando chega a razão e põe ordem nisto.

Só aí é que o coração se cala, porque nem sempre vence, nem tem que vencer, e porque somos mais do que sentimentos, somos também razão, ideias.

Cada um com o seu papel: o coração serve para batermos com a cabeça nas paredes, e para sabermos se gostamos, depois de nos apercebermos disso, lá vem a razão que salva tudo e põe ordem na coisa.

Para tudo funcionar e dar ordem e sentido às coisas, o coração precisa de sossegar, aprender a estar quieto, no seu canto, em silêncio e que nem sempre ele manda. Mandou vezes demais e perdeu.

Só porque o coração também é estúpido e desconhece a razão.

E porque o coração tem que aprender que para ser livre e voar, deve sempre ouvir a voz da razão primeiro.

Ainda bem que temos a razão.

Devemos aprender a ouvir o coração só quando há razão.

O par de sapatos

Março 28, 2018

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Podemos comparar o uso dos sapatos a uma relação: se nos servem e não causam mal estar e nos permitem caminhar livremente estando satisfeitos com o conforto que nos proporcionam.

De que vale a pena tentar a todo o custo andar com um par de sapatos que nos apertam os pés,  que causam bolhas ao fim de algum tempo, mesmo que sejam bonitos? Ou um par que conforme andamos saí do pé, ficando largo?

Mudamos logo de par de sapatos. Trocamo-los. E preferimos automaticamente outro par que nos sirva na perfeição, que se ajuste ao nosso pé e nos deixe andar livremente.

Poderão não ser os sapatos da moda, mas pelo menos acompanham-nos no nosso dia a dia, no nosso caminhar, com conforto e leveza.

Estou "apaixonada" pelo meu miúdo de quatro anos

Março 27, 2018

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Confesso que adoro o meu puto! É uma lufada de de ar fresco que entra pela minha casa adentro e na minha alma.

Sempre pronto, a dizer as coisas mais giras e impensáveis, a partir das combinações que cria através do seu pequeno vocabulário, que se exprime muito bem, ou a puxar-me para o disparate ou brincadeira.

Os pequenos passeios, desde ir buscá-lo à escola até chegar a casa, convertem-se em pequenas grandes aventuras!

Desde querer ir no elevador sozinho, e eu que vá a pé, só para andar a subir e a descer à sua vontade, só para ir ver os homens ( das obras), ou ir ver a vizinha. Depois como se perde, lá vem a vizinha trazê-lo à minha porta ou tenho que lá ir buscá-lo.

Ou falar com a " sapateira", vizinha que tem uma sapataria e desarrumar-lhe os sapatos enquanto fica à conversa com ela.

Gosta de toda a gente, não é esquisito, é apenas feito de boa disposição!

Gosta de ir atestar o carro comigo, ir às compras, não gosta de dormir sem chucha, porque a perdeu, não gosta de couves, quer as luzinhas a piscar para dormir, quer que  leia o livro do " João paqueca" ( pateta) ou o das bruxas, ou porque eu faço batota a jogar, ou faz ele......são muitos ous...

Faz flexões na arca dos gelados na bomba de gasolina, abana a máquina dos sumos e escolhe um chupa verde, que era igual ao de trás, mas embirra que tinha que ser aquele. Tudo se converte no mais interessante, saindo do banal ou da rotina habitual dos adultos. Porque através do seu parco vocabulário, cria frases fabulosas, que sendo  consideradas aceitáveis ou não em sociedade, vai experimentando as diferentes combinações, tornando tudo mais interessante e divertido!

Realmente quem tem filhos, nunca mais tem uma vida igual à anterior. Quem tem filhos tem uma vida mais feliz, cheia de peripécias e em pequenos minutos, ou segundos, em qualquer espaço, tudo muda!

Um dia li,  algo que se traduzia mais ou menos isto:  gosto das crianças porque não têm qualquer problema de revirar as nossas vidas tão certinhas e darem um novo fôlego! Desarrumam, colocam a vida de qualquer um de pernas para o ar.

E se não fossem elas, que vida monótona que era!

O que é que aprendi com isto?

Março 26, 2018

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Sempre que a vida nos apresenta ou apronta de vez enquando, penso sempre, o que é que aprendi com isto?

E leva-me com essa sabedoria adquirida para outros cenários, cenários que a vida nos vai apresentando, algo maior que os nossos desejos e expectativas.

A evolução contudo,  é sempre  maior que os obstáculos, algo maior , pois as situações vão-se arrumando devagarinho, vão-se colocando no sítio certo.

E o cenário que vai-se sempre alterando, converge sempre para algo.

O trabalho

Março 26, 2018

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Concordo perfeitamente com isto:

" Só chamo trabalho àquela ocupação de que não se gosta e que se tem de cumprir por um certo sistema de sociedade, que ainda não avançou o bastante para o homem estar diante do tempo livre e aí exercer o que é perfeitamente humano, que é a criatividade."

 

Agostinho da Silva

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