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Gato de loiça

Meu amigo, se chegaste até aqui, os meus parabéns, mas devo já confessar-te que daqui não sairão textos eloquentes, histórias de encantar e palavras bonitas. Se quiseres fica e lê, sê bem vindo.

Gato de loiça

Meu amigo, se chegaste até aqui, os meus parabéns, mas devo já confessar-te que daqui não sairão textos eloquentes, histórias de encantar e palavras bonitas. Se quiseres fica e lê, sê bem vindo.

" Nunca fiz um bolo"

Fevereiro 12, 2018

gatodeloiça

É mentira, claro que já fiz.Porém, ficam sempre diferentes da imagem da revista, altos e fofos.

Sinceramente admiro as pessoas que gostam de meter as mãos na massa e gostam de cozinhar. Mas para mim, nunca foi uma atração cozinhar.

Os meus filhos gostam de alinhar e fazer bolos com a avó, gostam de partir os ovos ( vá-se lá perceber o encanto) e de bater a massa com uma colher de pau interminavelmente ( então a isto!!!).

Porém, gosto de comer, mas posso passar grandes temporadas sem comer um bolo, e eles também, se bem que menos.

Eu gosto mesmo é de ver a cozinha arrumada, entrar e ver que está tudo limpo e arrumado. Só de pensar que depois de cozinhar ou de fazer um bolo, há toda uma trabalheira a limpar, afasta-me logo a ideia de fazer um bolo, ou o que que seja num ápice.

Mas continuo a admirar as pessoas que para elas, isso são aspetos de menos importância.

Se quiser um bolo, vou ali à pastelaria, e o desejo termina quando acabo de comer, e enquanto compro e como, demoro aí uns 10 minutos, coisa menos coisa.

Apenas a fome me aproxima da cozinha. E se não fosse isso, fazia da cozinha um terraço cheio de plantas, com uma longchaise para o relax.

O corte de cabelo

Fevereiro 12, 2018

gatodeloiça

Sempre que entro num cabeleireiro, saio de lá mais ou menos a resmungar, se bem que nem sempre.

Porém, o que fascina na arte do corte de cabelos, é na facilidade com que podemos mudar de imagem, só com um corte. Podemos ficar completamente diferentes!!! Normalmente tenho os cabelos um pouco abaixo dos ombros, farfalhudo, tal e qual juba de leão, que nem sempre é fácil de o dominar e apresentar de forma aceitável. Porém adoro-o, acho que é a minha imagem de marca. Há tempos pensei: vou cortá-lo curtinho, apetecia-me fazer uma daquelas mudanças, só para me sentir mais leve visualmente, e num passado longínquo até já fiz.

Hoje, sentada na cadeira do cabeleireiro, após a pergunta: " como vai ser?" , hesitei, pensei e num flash, decidi, optar pelo meio termo, e gostei. 

Pela primeira vez, gostei, não saí de lá a resmungar nem nada parecido.

A maternidade

Fevereiro 11, 2018

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Quem embarca pela primeira vez na viagem da maternidade, nunca suspeita que a sua vida nunca mais será a mesma. Talvez quando estão na nossa barriga, pensamos que quando saírem de dentro de nós, vai ser tudo um mar de rosas, sorrisos e coisas boas. Aí é que a gente se engana. Ninguém me avisou e ninguém me alertou. Claro que aprendi tudo sozinha e à minha custa. Lembro-me um dia de perguntar à minha mãe: " porque é que não me disseste que era assim???" ao que ela respondeu: " tu eras muito calminha, e eu já nem me lembro!!!" A verdade é essa se a minha filha tivesse um bebé com a idade que tive, provavelmente não me lembrava de metade. Ser mãe é uma viagem quem embarca pela primeira vez a sua vida nunca mais será a mesma.

Tenho um colega que está a passar pela paternidade e quando me conta certas situações, revivo-as. Realmente não é fácil e uma coisa é certa, a rotina que tínhamos adquirida, muda drasticamente, e para mim,  o que mais me custou, foram a falta das 8 horas diárias de sono. Naqueles primeiros dois anos, há quem diga o primeiro, eu digo dois, são para esquecer, mas uma coisa é certa, o facto de seremos responsáveis por uma criatura minúscula, indefesa e em desenvolvimento, faz-nos esquecer tudo e fazer tudo por eles. 

Talvez seja esse o instinto maternal, que nos faz aperceber, mesmo numa criatura que não fala, mas comunica à sua maneira que algo não está bem, se está feliz ou triste, ou zangado, e os pais fazem tudo para repôr o estado de espírito ou de saúde da criança para que fique bem, mesmo que à custa do seu.

Adoro a biblioteca de Oeiras!

Fevereiro 11, 2018

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Adoro a Biblioteca de Oeiras!

Sempre gostei de bibliotecas, passar as mãos nos livros ou ir diretamente à seção de temas favoritos. Gosto de me perder por lá e descobrir coisas, livros interessantes que rapidamente se tornam meu desejo de levá-los comigo. Problema: muitos que levo nem metade consigo ler, mas fica a intenção. 

Desde os meus tempos de estudante que a frequento.

Já mudou muitas vezes de design, mas continua sempre a mesma.

Gosto de lá ir, mais da seção infantil, que não frequentava, mas que agora faz as delícias dos meus pequenos. Espaço largo, agradável, com muitas atividades.

Do que gosto também, é de algumas relíquias que se podem lá encontrar num bau à entrada da biblioteca, em que se podem adquirir exemplares em segunda mão, alguns clássicos, a preço zero.

Bem, também se podem encontrar livros menos interessantes, relacionados com o Iva, ou o direito fiscal. Para quem goste, claro.

Fica a sugestão.

As coisas surgem-me por acaso

Fevereiro 09, 2018

gatodeloiça

 

Há dias, li que uma blogger deixou de escrever durante um ano; também eu, mais coisa, menos coisa!

E o engraçado é que pensei que não voltasse mais! Comecei a dedicar-me a outras artes, nomeadamente, desenho e pintura.

Mas voltei, quando dei por mim, já tinha escrito imensos posts.

A pintura surgiu por acaso, após ter visto uma exposição de aguarela, ao qual fiquei fascinada, deu-me um click, e nunca mais parei de pintar...

Pelo caminho, ainda descobri uma nova paixão, que nunca imaginei fazer na minha vida: estou a aprender a tocar um instrumento! A música surgiu de um outro acaso, fui à página do conservatório de música, e havia lá o curso certo a começar na hora certa, com o preço certo.

E a escrita que acho que fez sempre parte de mim, aqui ou num bloco de notas, está lá sempre.

Foram os inúmeros acasos que me levaram até aqui onde estou hoje, uns que comecei, outros que recomecei e ainda outro que o fui buscar quase dentro de um bau. ( a pintura).

Gosto de pessoas!

Fevereiro 08, 2018

gatodeloiça

Numa entrevista antiga a Nicolau Breyner, após a sua morte, confessou: " Adoro pessoas!", deu-me a entender que as adorava, só porque sim, apesar das suas idiossincrasias , ideias, maluquices, pensamentos e outros que tais. Da capacidade do ser humano ser o mais querido dos seres à face da terra, até ao mais desagradável.

Descobri que sinto-me no mesmo pé que ele, gosto de pessoas, porque sim, principalmente dos aspetos citados acima.

Que melhor forma de ser e de aprender a ser-se e a estar-se do que com a presença dos outros?

Mesmo que "espécies difíceis" de ser e de estar! Aprende-se sempre! E essas mesmo, ensinam-nos tanta coisa!!!!

O que é bom! Todas as idiossincrasias que fazem parte de nós, que constituem o nosso ser mais profundo, que marcam de forma mais intensa ou superficial o outro. Descobrir outros na nossa vida é ótimo!

Adoro as conversas, mesmo que as de chacha, que às vezes dão voltas e descobrem-se muita coisa! Gosto de ouvir as pessoas, e ver como observam o mundo, como o pensam e o que as faz sorrir, chorar ou barafustar.

O que as irrita, o que as faz rir à gargalhada, a conversa do cão, do gato, do periquito, dos filhos, do marido ou até da inspeção automóvel, das férias, dos sonhos previstos e concretizados, e dos maioritariamente não concretizados, da morte do tio especial ou da avó, enfim..... de tudo, principalmente dos sentimentos.

Os lugares revisitados

Fevereiro 08, 2018

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Interessante como as pessoas se apegam a coisas, pessoas e lugares.

Lembro-me de uma pessoa que embora já não faça parte do meu círculo de amigos "visitou" a sua antiga casa onde viveu desde a sua infância a adulto.

Mudou-se com resignação pois a casa era alugada e aumentara o valor do preço de aluguer. Um dia, ao falar com ela, disse-me que tinha ido visitar a casa antiga e eu perguntei-lhe para quê?

Ao qual me respondeu que ficara apenas a olhar para a casa do lado de fora.

Na altura, pareceu-me estranho, mas de facto isso já me aconteceu, voltar aos sítios do passado, só para revê-los, não com a ideia de trazê-los para o presente, mas de apenas revivê-los, como se ainda conseguíssemos encontrar pedaços de nós desse tempo.

O que é engraçado é que esses lugares que se encontram intocáveis na nossa memória, mudaram de aspeto, novas portadas, muros caiados ou cor diferente. Mas, para além das diferenças, o nosso olhar procura as semelhanças, as partes inalteradas e que se mantêm ainda intocáveis na nossa memória.

Qual a utilidade do sofrimento?

Fevereiro 07, 2018

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De vez enquando o sofrimento bate-nos à porta. Já não me rebelo como antigamento, aceito-o. Demoro o tempo que demorar, é sempre a minha atitude. Não fico preso à coisa ou situação. 

Há muito tempo mudei de atitude, talvez com experiências passadas, mudasse de opinião.

Vejo sempre o sofrimento como uma oportunidade de mudar de opinião ou de perspetiva em relação à situação em causa. Para mim, não há coisas "más", há coisas que não vemos ainda da perspetiva certa, ou seja dá-nos a oportunidade de sermos mais felizes, de aprendermos com a situação.

 

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